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domingo, 5 de setembro de 2010

Matéria da Veja: Novas drogas e combinação de medicamentos são usadas para combater a obesidade


Mistura de remédios torna possível ministrar doses menores, diminuir os efeitos colaterais e obter melhores resultados




Misturar drogas pode ser o caminho promissor para melhorar os tratamentos atuais contra a obesidade. “A associação de remédios é o caminho natural para qualquer doença, e não será diferente em obesidade”, explica Alfredo Halpern, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

Com a combinação, segundo ele, é possível ministrar doses menores de cada medicamento, reduzir os efeitos colaterais e garantir um resultado melhor, já que uma droga pode potencializar o efeito da outra. Halpern comprovou sua tese em um estudo publicado neste ano pela revista científica Journal of Obesity, que mostrou os efeitos da associação do orlistat com a sibutramina.

 
Os resultados do levantamento, realizado durante seis meses com 446 pacientes, mostraram que as pessoas submetidas ao tratamento com um dos dois medicamentos perderam entre 6 e 8% do peso. Já aquelas que tomaram as duas drogas ao mesmo tempo reduziram o peso em 12,8%. “É uma associação óbvia, já que a sibutramina faz com que as pessoas comam menos e queimem calorias e que o orlistat reduz a absorção de gordura”, diz Halpern, que acrescenta que não houve uma incidência de efeitos colaterais significativa.

Os especialistas explicam que é preciso buscar outras alternativas para os pacientes porque nem sempre o objetivo de reduzir o peso é atingido.“Os melhores estudos, com os melhores medicamentos para emagrecimento, mostram que um remédio é eficaz somente em 50% dos pacientes”, diz Halpern.


Combinação – Segundo Marcio Mancini, poucas drogas estão em estudo para o tratamento de obesidade - mas, se aprovadas, podem ser mais uma opção para a população.

 
Exemplo disso, é o liraglutide, medicamento que já foi lançado nos Estados Unidos para o tratamento de diabetes e que está em estudo para obesidade. "Os diabéticos que tomam este medicamento estão perdendo peso", diz Mancini. No Brasil, a droga foi aprovada, mas só deve chegar ao mercado no próximo ano. Apesar do benefício constatado em estudos avançados, o remédio tem dois pontos negativos: o preço e a aplicação, que é feita por uma injeção. Segundo Mancini, os pacientes que compram o medicamento importado desembolsam cerca de 700 reais por mês.
 

Além desse, a indústria farmacêutica estuda outras associações: como a combinação de bupropiona (antidepressivo) com naltrexona (usada em pacientes com alcoolismo) e da fentermina (anorexígeno) e topiramato (contra enxaqueca).

 
Halpern pretende apresentar no Congresso de Endocrinologia e Metabologia, que está sendo realizado em Gramado, no Rio Grande do Sul, um estudo em que associa o uso de sibutramina e topiramato. Os resultados preliminares do estudo, realizado com 41 pacientes, são promissores. O especialista lembra, no entanto, que a combinação de drogas só pode ser feita e acompanhada por um médico. “Não se pode dar remédio para os pacientes e orientar para que ele volte em um mês. Quando você receita uma droga, precisa acompanhar a cada duas semanas para verificar os resultados”, diz Halpern.

Um comentário:

  1. Menina, tenho maior medo dessas drogas... já tomei de tudo pra emagrecer que quase enlouqueci muitas vezes.
    OI, Carol!!!

    também estou com o nariz entupido e coriza que me dificultam o sono.
    Oi!

    Ótimo vc ter estabelecido metas a cumprir!

    Eu sigo a RA dos Vigilantes do Peso e hoje fiz uma análise da minha variação de peso desde 1995. Cheguei à conclusão que todas as vezes em que eu parava de frequentar as reuniões, meu peso ia para o espaço. Eu sou uma pessoa dependente das reuniões e principalmente do apoio do grupo. Por isso, gostaria de dizer que o seu blog é um dos lugares que me dão força!

    Se der, passe no meu BLOG e veja as tabelas de peso na página “PESO”.

    Bjs,

    Solange

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